DE MATEMÁTICA...

De matemática nada sei,
Matava essas aulas,
Para ela nunca liguei,
Nem para a escola!

Aprendi a fazer o básico,
Somar e subtrair,
Mesmo assim contando nos dedos,
Sem vergonha de admitir.

Matemática é um suplício,
Negócio de doido mesmo,
Admiro quem sabe fazer contas,
Mas prefiro os escritores.

Outro dia eu não sabia,
O resultado de uma divisão,
Peguei todo o montante
E dividi em dois montões,
Se deu certo eu não sei,
A altura ficou igual.
Minha parte eu peguei,
E o outro passou mal.

Os números me são arredios,
Todos eles me enganam,
Sinto até calafrios quando vem o troco,
Não sei nunca se vem a mais
Ou se vem faltando.

Matemática é um absurdo,
Mas dizem que ela é linda,
Acho, sim, um horror,
Coisa louca, descabida.

Trigonometria, que significa isso?
Acho sim que é coisa fria.
O triângulo que eu conheço,
É o da prima Carlotinha.

Embora seja uma matéria
Para muitos admirada,
Matemática para mim.
Não passa de uma piada.

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