NO REMANSO DA VIDA...

No remanso da vida
Perdi o bonde dela,
Que me deixou deitado,
Dormindo como em noite bela.

A vida foi em sua sanha
De passar rápido demais,
E aqui no remanso,
Nem vi do que sou capaz.

Acordei já homem feito,
Sem ter ainda coisa alguma.
Será esse meu defeito,
Sonhar e continuar sonhando?

O meu tempo parou,
O da vida continuou andando,
Passou muito rápido,
Eu continuei esperando...

Fui um tolo, ou esperto?
Acho que um pouco dos dois,
Um tolo por não ter feito,
Esperto por não me preocupar.

Mas eu fui um jogo,
Talvez uma peça dele,
Me colocaram no tabuleiro,
E me deixei levar pelos dados,
Que nunca deram em nada.

Aqui no remanso,
Tive tudo o que precisei,
Mas não o que eu quis,
Fiquei nas mãos de alguém
De quem não me desvencilhei.

Sofri, mas nada senti,
Eu fingia estar bem,
Quando caí em mim,
Já não era ninguém.

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