o céu cinzento das bocas
Pedro Rodrigues de Menezes
se eu soubesse contar pelos ingénuos dedos da infùncia
de quantas terrĂveis mortes sĂŁo feitas todas as minhas veias
a palavra talvez talvez tivesse a extraordinĂĄria fĂsica de um astro
e eu pudesse no silĂȘncio brilhante de quem nĂŁo escuta
escrever que no circadiano ritmo destas outonais cabeças
hĂĄ sĂł lĂnguas martelando o cĂ©u cinzento das suas bocas
(Pedro Rodrigues de Menezes, "o céu cinzento das bocas")
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