SOBRE ME TIRAR COISAS
- Tira-me a coerência das palavras só não me roube o destino inevitável de cair em versos e prosas, afinal me assumi um poeta...
- Tira-me a sufixação e a aglutinação mas não me roube as regressivas nem tão pouco as demonstrativas.
- Tira-me o gosto por “Neruda” mas não me tira a explosão de ideias gloriosas que ecoam de minha solidão, de minha exatidão, de minha esclamação...
- Rasga-me a alma mas não me roube a beleza do cosmo, os voos celestes e a capacidade de ser livre em um plano onde o sucesso é sinônimo de corrente, sinto isso por várias situações correntes...
- Tira-me a dança mas não me roube o som do fado, do fado cantado, cantado em rimas, em rimas cruzadas e as emparelhadas...
Afinal eu Sou o Falso Profeta.
10/07/024
Eduardo e Freitas
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