LOUCURA, SIM!

Ah, loucura!
De onde veio,
Para onde me levará?
Para o poço fundo,
De onde ninguém me salvará.

Sai daqui, vai embora!
Tento a sanidade,
Mas nada colabora.
Que maldade!

Atormentado todo dia,
Corro sem sair do lugar,
As paredes me prendem,
E me sufocam devagar.

Dias cinzas me esperam,
Chuva ácida em meus olhos,
Que se fecham queimando,
Luzes me desesperam.

Sou o fim, estou no fim,
Mas não vejo o final,
Ele brinca comigo,
Me fazendo mal.

Barulhos me amedrontam,
Os pássaros foram embora,
Só uma voz estridente
Fala coisas que não entendo.

Então a luz se acende,
E continua tudo escuro,
Meus olhos não se abrem,
Estou cercado por um muro.

Eu grito, cada vez mais alto,
Um grito silencioso,
Que ninguém ouve, de fato,
Um grito interno, perigoso.

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