SAÍ DESSA PRISÃO

Era uma agonia,
Aquele lugar escuro,
Onde você me colocou,
E ainda tinha muros.

Um lugar sem ventilação,
Fétido como uma latrina,
Doía meu coração,
Toda noite e todo dia.

Eu pedia para sair,
Que tivesse alguma compaixão,
Mas você fazia só mentir,
Dizendo ser meu o seu coração.

Não era, nunca foi,
Eu era sua obsessão,
Me tratava como um bicho
Que tinha de estimação.

Tudo ali era ruim,
Até o amor que me servias,
Seu corpo era frio,
Não tinha alegria.

Eu te pedia, triste,
Que me deixasse ir embora,
Pois nem eu, nem você,
Tínhamos um pingo de alegria.

Era fria aquela cama,
De colchão duro e rasgado,
Onde nossos corpos estavam juntos,
Mas muito separados.

E depois de muito tempo,
Fugi da masmorra,
Ainda não tive alento,
Não encontrei quem me socorra.

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