ME DEDIQUEI À COISA ERRADA

Fui um tolo abjeto,
Fiz o que não devia ter feito,
Saí pelo mundo correndo,
Achando que fazia direito.

Não fazia nada,
Me enganava todo santo dia,
Eu mesmo me ceguei,
Joguei fora tudo o que tinha.

Ouro de tolo,
Acreditei em pontos dourados,
Peguei todos quantos pude,
Era tudo falsificado.

Perdi o que eu tinha,
Continuei iludido,
Fui atrás de vento,
Encontrei muita tempestade.

Entre tantas enxurradas,
Encostas que caíam,
Eu, capenga, continuava,
Pois outros me iludiam.

Um sonho que virou pesadelo,
E eu não conseguia acordar,
Era grande meu desespero,
Quando consegui enxergar.

Vi o que não queria ver,
Estava tudo cinza,
Nada tinha cor,
O mundo era triste.

Resolvi mudar tudo,
Primeiro parei com tudo,
Pensei em uma solução,
Para sair daquele absurdo.

Tracei outro mapa,
Com um novo destino,
Me equipei com bússola
E também com um binóculo.

Procurei um ponto adiante,
Ajustei nele o meu foco,
Eu não era mais um ser errante,
Sabia para onde eu ia.

Então a tempestade passou,
O sol secou as encostas,
O caminho clareou-se,
E as cores voltaram novas. 

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