A SAÍDA
Vejo longe uma saída,
Ela parece inalcançável,
Ando depressa e ela se afasta,
Mas que lugar miserável!
Daqui a pouco escurece,
Não haverá mais luz,
Meus olhos vagarão cegos,
Só me restará o sinal da cruz.
E se corro não progrido,
Andando fico parado,
Parado volto atrás,
Isso está tudo errado...
Sonhos já não tenho,
Pesadelos não me assustam,
A vida, por si, é perigosa,
Nada tem de muito justa.
Os dias são como espadas,
A me transpassar o coração,
Que, todo machucado,
Exigiu internação.
Socorro! Grito em silêncio,
A voz não sai da garganta,
Falta ar no meu peito,
Respirar se tornou uma afronta.
E a saída está lá,
Cada vez mais distante,
O que era uma porta
Se tornou um furo insignificante...
Português
English
Español