UM SONETO, NÃO DEU CERTO
Fiz um soneto, que não tinha som,
Nem rima, muito menos boa métrica,
Então desfiz o soneto, apaguei tudo,
Fiz esses versos, não muito bons.
Nunca mais fiz um soneto,
Muito menos um som,
Se acaso nisso me comprometo,
Será coisa fora do tom.
Mas que coisa sem conserto!
Eu, um escritor pequeno,
De palavras tortas,
E versos sem veneno.
Poeta triste, legado ao esquecimento,
Morto ainda em vida,
Contador de casos sem cabimento,
Que coisa mais sofrida!
Eu te agradeço a leitura,
Agradeço, também, a quem não leu,
Essa é mais uma aventura,
Da qual, sei, você se arrependeu.
Vou ali e não sei se volto,
Acho que fico por lá,
Acaso eu apareça morto,
Ninguém vai notar.
As palavras fogem de mim,
Se escondem no escuro,
Com as que encontro,
Eu subo nesse muro.
E o soneto sem som,
Ficou esquecido,
Não era nada bom,
Versos retorcidos...
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