o meu mundo intacto/ a minha bola de cristal

Admiro, perdidamente, o vívido e belíssimo mundo 
Através dum frio, emocionalmente nulo e insensível
Vidro, enquanto sonho no dia em que será possível
Parti-lo inteiramente, e sentir, final e intensamente,
Cada molécula; cada átomo; cada eletrão.... e 
Aquela leve e calmante brisa na minha dormente,
Nua e áspera pele.

Não obstante, mas de forma irónica, acabo por graças
Dar aos Céus, por me manterem aqui resguardada,
Na minha própria bola de cristal, pois vejo lá fora 
O completo caos e apocalipse implementados nas 
Mentes mais desumanas, pela sanidade atribulada 
E consumida pela sede insaciável de poder tomadas. 

Talvez sinta a minha pele áspera e sedenta por alguma 
Imanência da vida,
Mas é melhor sentir a aspereza na pele, do que o sangue
Na boca.
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