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Posso ser tudo
O mocinho ou o bandido.
Sem nenhum absurdo,
O personagem preferido.

Posso ser o narrador,
Aquele que fala escondido,
Sem nome, mas com valor,
Personagem indefinido.

Posso ser até a moça,
A minha namorada.
Posso ser o cachorro
Que morde a empregada.

Posso ser a árvore no campo,
A flor do jardim.
Posso ser até um canto,
Ou o cantor, enfim.

Posso ser o nada, ou o tudo,
Ficar de conversa fiada,
No bar do Raimundo,
Tomar cachaça numa golada.

Posso ser tímido,
O cara popular.
Posso ser forte,
Morrer de malhar.

Posso dar vida,
Posso levar à morte.
Posso fazer alguém rico
E depois mudar sua sorte.

Enfim, sou o autor,
Mas não mando nada,
A história é o fio condutor
Das decisões tomadas...
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