Meu rio d´ouro

Doce rio a ti não desço
encalhado entre rochedos
olho-te de cima a tremer
eu bem te queria descer
mas no corpo brota-me o medo.

As vertigens
puxam-me tanto
que eu tenho que recuar
meu rio, meu amado
parto logo para outro lado
embora me apeteça ficar.

Um dia encher-me-ei de coragem
para descer os carreiros
salto os rochedos
e sem medo de rebolar
abraço as tuas margens
sigo contigo a viajar.

Meu rio tão sinuoso
e logo abaixo sereno
cavaste vales
desditoso
neste planalto rugoso
mas é aqui que és mais belo.

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