O barco é meu leito

O tempo é corcel
troteando a vida
em sinuosos caminhos.

Há um rombo do tempo
no barco a sangrar
e há a gaivota perdida
sem mastro a chorar.

Chora alvoradas
em que os cios das águas
despertavam marés
e sente-lhe as mágoas
a rebentar o convés.

O barco é corcel
o barco é meu leito.

E o tempo tão célere
foge-me dos horizontes
em inúteis esperas
de melhores marés
no corcel do meu peito.

O barco a afundar...
E a gaivota esvoaça
no cimo do mastro
doutro barco a passar.
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