No íntimo de nada

Não há mundo que lhe caiba na agrura da boca,
nem caminhos que lhe reparem nas solas usadas
que os pés devoraram – são as ruelas acabadas
pelo silêncio dos gestos que lhe dançam nos olhos

a cada anoitecer, são os vultos adormecidos à soleira 
das portas vazias que carrega nas palavras que desconhece
tal como as estrelas mortas na escuridão escusam o céu.
Assim é ela – presa naufragada no íntimo do nada. Que seja!
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Comentários (1)

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carlos
carlos
2017-11-07

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