Rodeia-me, com uma formosura fascinante,

Rodeia-me, com uma formosura fascinante,
O filho cerúleo de Póseidon, recalcitrante,
Através de angélicas, ainda que brutalmente
Mortíferas, ondas, pela verdade transparentes.

Elas, através da sua clareza e sonoridade,
Relatam-me todas as suas vivências e 
Os segredos das criaturas que fazem de
Lar os lugares mais profundos, desde sempre.

Utilizo uma concha como caneta, afim de,  
Nas sobreviventes e esculpidas rochas,
Eternizar o seu mais belo testemunho. 

Não obstante que a gravura seja pelas ondas 
Revitalizada, perdurará sempre o alicerce
Das profundezas do mar; do mundo; tudo.
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