Até a Lua, de tamanha suprema divindade

Até a Lua, de tamanha suprema divindade,
Deixa-se consumir pela extrema soledade 
Ao refletir a luz do Universo, e desaparece
Por breves momentos; foge; desiste; eclipse.

Até o vento, tão forte e intenso, ardente,
Deixa-se enfranquecer ao perder a areia,
Que com tamanha dedicação passeia,
Num milésimo de segundo, perdidamente.

Não obstante,tu prometes que me queres
E que me amas eternamente; para sempre,
Independentemente do seu real significado.

E eu, embora todos os trágicos precedentes,
E perante a ingenuidade ao amor subjacente,
Acredito, do meu corpo, bocado a bocado.
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