De passagem

Por praças vazias
ela percorria
duas luzes opostas.

Movia as pupilas
como duas ilhas
carregadas na noite. 

Olhava o relógio
e abria o estojo
com dedos tão finos,

esguios a ponto
de viver encontros
com átomos, partículas. 

Tocava o pescoço
enquanto trocava
de rua, andando.

Entrando na sombra,
luzindo distante
e sumindo de tudo.

As praças lotaram
e as noites ficaram
um pouco mais longas.
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