Escritas

VELAS DE MAR QUENTE

José João Murtinheira Branco

Trago comigo osilêncio, comigo mora o passado

Nubladas de angústia nopensamento, cerrado Impérvio anunciado!

Um místico sofrerfadado de censura, só em penitência permanente

 

Lembranças fugazesparcas de ternura mitigam as esperanças que persistem

No mar de razões mal-amadas,corroído por tempestades que ainda existem

No espaço sideral destetormento, vivo a nudez das palavras assombradas

Véu tenebroso queperpétua na história alada de metáforas amordaçadas

Por ruelas escondidas,cenários sombrios de portas cerradas, becos e arcadas

Fragmentos de memórias,dos teus olhos em sentimento

Lágrimas caídas,estarrecidas no chão da noite escura

Por entre pedras eruínas, rolam vencidas ao sabor do vento

Momento inteiro, instanteúnico no adeus da desventura

 

Volteio no leitoestreito onde me deito, melancólico triste e fatigado

Medito na imagemretida, das lágrimas dos teus olhos

Adormeço num sonoprofundo, que se agita perfumado

Salto no imaginário, pulandonuma orbe de estrelas e de astros

De velas ao ventonavego solitário, por entre a caligem da saudade

Minha alma presa emflor fia a dor na ponta alta desses mastros

Emérito de júbilocoração de amor, na voz que por ti chama e por ti luta

Por intrínseca vontadede outro valor, num frémito vibrante de ansiedade

Encontra a inocênciaabsoluta do instante, dessa tua dor que em mim perscruta

 

Emérito de júbilocoração de amor, na voz que por ti chama e por ti luta

Por intrínseca vontadede outro valor, num frémito vibrante de ansiedade

Encontra a inocênciaabsoluta do instante, dessa tua dor que em mim perscruta


João Murty

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