Secura lacrimal
Os sonhos perfuram
uma realidade transposta,
um engordar-se cúmplice
das lágrimas secas
no sertão do fim previsto.
O que eu posso fazer,
além de sonhar e comer,
na falta de um encanto
que embale aquele canto
espaçado e lânguido
que julguei ser do colibri,
mas que era meu. Saía de mim.
Agora, o pesar evade
por todos os poros,
por todas as oportunidades
que nunca existiram,
mas que passaram a existir
no momento em que a angústia
ajustou nosso ponteiro.
Mais um verso desconexo.
Mais uma vida cronometrada.
Mais um chão a ser pisado.
Mais um sonho assassinado
antes mesmo de eclodir
no desespero do despertar.
Para que levantar,
se a gravidade ainda insiste
em pressionar a cefaleia,
prostrar as minhas ideais
e enrugar a ousadia
sem baixar-me uma gota
de lágrima?
uma realidade transposta,
um engordar-se cúmplice
das lágrimas secas
no sertão do fim previsto.
O que eu posso fazer,
além de sonhar e comer,
na falta de um encanto
que embale aquele canto
espaçado e lânguido
que julguei ser do colibri,
mas que era meu. Saía de mim.
Agora, o pesar evade
por todos os poros,
por todas as oportunidades
que nunca existiram,
mas que passaram a existir
no momento em que a angústia
ajustou nosso ponteiro.
Mais um verso desconexo.
Mais uma vida cronometrada.
Mais um chão a ser pisado.
Mais um sonho assassinado
antes mesmo de eclodir
no desespero do despertar.
Para que levantar,
se a gravidade ainda insiste
em pressionar a cefaleia,
prostrar as minhas ideais
e enrugar a ousadia
sem baixar-me uma gota
de lágrima?
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