Caminhada

Vou cruzando aquela esquina
por onde o vento pondera
flores níveas, amarelas,
ônix, cobalto e granada.

Qual pétala iridescente
brilha assim, auspiciosa,
quando a náusea se instaura?

Sigo encarando a campina,
onde a geada prospera
em brumas baixas e mazelas
apoiadas na alvorada.

Qual cristal, impiamente,
faz do gelo uma vistosa
imagem do que a dor restaura?

Vou seguindo pela dúvida,
ciente de que a resposta
talvez esteja em outra rota.
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