Escritas

Idas sem volta

Marta Marta
Como óleo e água nos tentamos homogenisar.
De perto pensei que complementaria o teu eletrão solto com o meu protão melancólico,
Julguei ser a margarida no meio desses penhascos destroçados
Ou tu a cafeína do meu dia mal acordado.

Puseste um fim aos caminhos traçados mas sem deixar pegada,
Pernoitei à espera do Sol que me iluminaria a vontade de voltar a acreditar no impossível..
Mas tudo se resume ao temporário e como que por magia tornaste as tuas palvras em algo pouco credível.

E em vão foste, como o último raio de sol do dia.
Como uma migalha de pão que esvoaça pelo passeio me deixaste.
Estarás contente agora? De como me mandaste fora e pisaste?

E eu que acreditei nessas mentiras mal contadas..
Os olhos brilhavam, a voz tremia e a paz serena se encostava na minha alma
Quando te ouvia a ti e às palavras que proferias com calma..
Guardava-as no coração como páginas vincadas. 

Mas apenas o destino sabe o porquê.
Apenas sei que se o amor fosse perfeito como a ciência
Estarias comigo agora e não pensaria constantemente na tua ausência.