Escritas

Jogo das escondidas

Marta Marta
Quando era pequena jogava às escondidas.
Eu contava e os outros escondiam.
Mas desta vez não contei,
Não contei porque não sabia que estávamos a jogar.
Tu escondeste-te ainda quando as árvores estremeciam
Naquele inverno, sem me dizer nada nem avisar...

Não sei se é suposto contar pelos dedos as horas que espero
Ou insinuar que aparecerás baseado nos cenários que desespero
Ou mesmo aceitar de que não te terei mais.
Mas como me deixo levar pela verdade que não quero?
Tu és como químicos tóxicos que causam danos vitais.

Quando era pequena tudo era mais fácil...
Ter amores e compromissos estava a mil anos de distância
Apenas enchia de alegria este meu coração frágil
E inventava cores e línguas, passando a infância
Com preocupações sem importância. 

Não sei se suspiro, respiro, ou aceito só o nosso destino
Apenas sabia histórias com finais felizes
Se calhar a felicidade espera-nos mas não neste sentido
Em rumos diferentes, e sem bissetrizes
A contar, a esconder e a encontrar aquilo que não nos torna infelizes.
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Comentários (6)

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ademir domingos zanotelli
ademir domingos zanotelli
2024-02-15

Bélissimo.... parabens...ademir o poeta;

ademir domingos zanotelli
ademir domingos zanotelli
2024-02-15

Bélissimo.... parabens...ademir o poeta;

ademir domingos zanotelli
ademir domingos zanotelli
2024-02-15

Bélissimo.... parabens...ademir o poeta;

ademir domingos zanotelli
ademir domingos zanotelli
2024-02-15

Bélissimo.... parabens...ademir o poeta;

ademir domingos zanotelli
ademir domingos zanotelli
2024-02-15

Bélissimo.... parabens...ademir o poeta;