Fora das sombra

Não há perfeição
ou medo de errar,
é tão natural
quanto o palpitar,
áustero e amargo,
do discriminar
entre velhos medos
e novas coragens.

Abrace ou rejeite,
virá e virá,
sem tempo que vire,
sem ter sabiá
que encante o minuto
e o faça parar
sob as asas fracas
de uma clemência.

Na batida franca
da inexatidão,
procuro escapar
e ver suas mãos
orquestrando as minhas,
como meros vultos
no vasto salão
de pó imantado;
polos desiguais
de imperfeição.
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