Coleccionadora de Lições de Vida

Cai a chuva e bate na janela
Desta vida emprestada e arrastada
A que me vou tentando habituar!
Respiro e nenhum destes odores
Se assemelha ao que trago na bagagem.

A minha cabeça vai criando essas forças
Que me fazem falta e a vida vai-se encarregando
De me ensinar a sorrir ao mundo a cada vitória
E a sorrir para a minha alma destroçada a cada derrota.
Vou-me ignorando a cada descaída
Tentando esquecer-me das lamurias.
Não bastam palavras…
Os ditos pré-requisitos da vida
Vão-me deixando mal a seu bel-prazer.
Vivo a tentar provar a mim própria
Que sou capaz de dar asas firmes e prontas a voar
Às minhas decisões.
Precoce ou não… o vento murmurar-me-á
Nesses momentos em que me permito sonhar.
Coisas boas atravessar-se-ão,

Espero, em alguns dos inúmeros passos
Que tenho vindo a dar.
No traço cronológico da minha insignificante existência.
Como torre de cartas, caminho trémula
Nos corredores desta revolução a que me propus
E da qual não quero largar mão!
Nas paredes do meu pensamento silencioso
Guardo fotografias daqueles que mesmo longe da vista
Não são capazes de deixar de me dedicar
Uns segundos por dia para um “olá, tudo bem?”
O meu corpo não funciona a carvão ou gasolina
Mas sim de sorrisos encorajadores
Que não esqueço nem consigo ignorar.
Sou feliz, corre-me nas veias o sonho
E vejo sempre a luz ao fundo do túnel.
Como coleccionadora de lições de vida.



Janeiro de 2007

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