Escritas

Submersão

Filipe Malaia
O som da tua chuva soava-me na alma
Abatia-se sobre o meu corpo como bátega ofegante
Na pele da tua cama, prado errante

Encharcado na memória do teu olhar
Inundava-me na torrente sem me debater
Adormecido no teu amanhecer

Porém, quando submerso, parti pelas águas
Com as asas que a enchente revelou
Foi só o som da tua chuva que ficou…