Veias de vinhos
Lavínia Mendes
Referência: MENDES, Lavínia. Poema Veias de vinhos. Livro Sexualidade à flor da língua. ES: Pedregulho, 2022.
No encosto ouvi o pulsar
Batendo em meus ouvidos
No meu sino a sina do badalar
Encaixe como arte
Deitei no peito da poesia
Despi-me em disparate
Descompasso peço
À preta que me pega
Pago o preço
No passo apressado
Ameaço sair,
Mas me embaraço
Me amasso
Mordo
Me amarro
Morro
Naquele afago
Me afogo
Na lareira lascas
De lenha farpada
E as brasas reluziram
A própria poesia
Se tornou poetiza
Proteína do sentido
Poesia preta em largas passas
Traçando e trançando
Veias de vinhos velhos
Toda essencial
Inteira em transe
Tudo no meu corpo
Toda no meu todo.
No encosto ouvi o pulsar
Batendo em meus ouvidos
No meu sino a sina do badalar
Encaixe como arte
Deitei no peito da poesia
Despi-me em disparate
Descompasso peço
À preta que me pega
Pago o preço
No passo apressado
Ameaço sair,
Mas me embaraço
Me amasso
Mordo
Me amarro
Morro
Naquele afago
Me afogo
Na lareira lascas
De lenha farpada
E as brasas reluziram
A própria poesia
Se tornou poetiza
Proteína do sentido
Poesia preta em largas passas
Traçando e trançando
Veias de vinhos velhos
Toda essencial
Inteira em transe
Tudo no meu corpo
Toda no meu todo.
Português
English
Español