Veias de vinhos
Referência: MENDES, Lavínia. Poema Veias de vinhos. Livro Sexualidade à flor da língua. ES: Pedregulho, 2022.
No encosto ouvi o pulsar
Batendo em meus ouvidos
No meu sino a sina do badalar
Encaixe como arte
Deitei no peito da poesia
Despi-me em disparate
Descompasso peço
À preta que me pega
Pago o preço
No passo apressado
Ameaço sair,
Mas me embaraço
Me amasso
Mordo
Me amarro
Morro
Naquele afago
Me afogo
Na lareira lascas
De lenha farpada
E as brasas reluziram
A própria poesia
Se tornou poetiza
Proteína do sentido
Poesia preta em largas passas
Traçando e trançando
Veias de vinhos velhos
Toda essencial
Inteira em transe
Tudo no meu corpo
Toda no meu todo.
No encosto ouvi o pulsar
Batendo em meus ouvidos
No meu sino a sina do badalar
Encaixe como arte
Deitei no peito da poesia
Despi-me em disparate
Descompasso peço
À preta que me pega
Pago o preço
No passo apressado
Ameaço sair,
Mas me embaraço
Me amasso
Mordo
Me amarro
Morro
Naquele afago
Me afogo
Na lareira lascas
De lenha farpada
E as brasas reluziram
A própria poesia
Se tornou poetiza
Proteína do sentido
Poesia preta em largas passas
Traçando e trançando
Veias de vinhos velhos
Toda essencial
Inteira em transe
Tudo no meu corpo
Toda no meu todo.
Comentários (5)
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Lavínia Mendes
2024-03-10
Obrigada, Ademir. Pode deixar. Te visitarei :)
Lavínia Mendes
2024-03-10
Obrigada, Anna! Muito bom ter você por aqui me visitando
ademir domingos zanotelli
2024-02-25
Beleza... menina que linda poesia... me visite quando tiverdes um tempinho. obrigado .ademir.
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
2024-02-25
Potente
Lavínia Mendes
2023-12-21
Obrigada :)
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