POR VEZES
Francisco José Rito
Por vezes
via um traço de cor na noite dos teus olhos.
Um fio azul que os escancarava e te expunha
feito de mãos, braços e bocas irrequietas
como se o mundo inteiro te habitasse.
Por vezes
atiçavas o Evereste dos teus medos.
A voz bailava-te nas entranhas do desassossego
e sonhavas em surdina, rabiscando suspiros
no nevoeiro das madrugadas abismais.
Por vezes
eras tudo. De tudo um pouco te fazias,
a contrariar a sorte de seres tão pouco, do muito que querias ser.
Amado apenas! Retribuindo a graça de um sorriso,
voo de gaivota, pinho verde, flor de tangerina, felicidade.
via um traço de cor na noite dos teus olhos.
Um fio azul que os escancarava e te expunha
feito de mãos, braços e bocas irrequietas
como se o mundo inteiro te habitasse.
Por vezes
atiçavas o Evereste dos teus medos.
A voz bailava-te nas entranhas do desassossego
e sonhavas em surdina, rabiscando suspiros
no nevoeiro das madrugadas abismais.
Por vezes
eras tudo. De tudo um pouco te fazias,
a contrariar a sorte de seres tão pouco, do muito que querias ser.
Amado apenas! Retribuindo a graça de um sorriso,
voo de gaivota, pinho verde, flor de tangerina, felicidade.
Português
English
Español