DESTRUINDO O QUE NÃO HÁ

Bato no peito, com força,
Ele se quebra. Mil pedaços,
Como velha louça,
Espalham-se os cacos...

Não tem cola que cole,
O que não quer se colar,
Há choro, aqui,
Lá, ninguém vai chorar.

Um vazio me dói,
Dor escura, sem visão,
Dói, algo me corrói,
Já se foi meu coração.

Terra vazia, seca e poirenta,
Onde os pés queimam,
Bolhas estouram, nojentas!
Meus olhos clamam.
Indulgência!

Joelhos quebrados,
Já não servem à oração,
Fico, calado,
Esperando a maldição.

Sai!
Não saio!
Cai!
Eu caio!

Rosto ao chão,
Vermelho do sol,
Marrom da poeira,
Minha vida, em vão.
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