BURRO É O HOMEM

Burro é o homem,
Que destrói onde vive
Em troca de uns trocados.
Depois, é aquele "Deus me livre!".

A coisa anda feia,
A terra está queimando,
Mas essa gente feia
Ainda continua teimando.

Botam fogo lá no mato,
Liberam gás carbônico,
Jogam caca no rio,
Verdadeiro pandemônio.

E depois choram as desgraças,
Tempestades e secas.
Morrem, literalmente, de calor,
Ai que besta essa gente!

E a coisa vai só piorando,
Ninguém faz coisa alguma,
O dinheiro vai jorrando,
Em breve comprará coisa alguma.

Onde vamos parar, amigo?
Seremos os novos dinossauros.
Um dia seremos viscoso líquido,
Combustível a ser queimado.

E não é brincadeira, não,
Isso é coisa muito séria,
A Terra reclama quieta,
Mas faz uma revolução.

Seremos eliminados,
Por nossa própria ação,
O homem, tão racional,
Age, sim, como aloprado.

Eu já não estarei aqui,
Mas quero deixar um mundo melhor,
O que puder fazer para isso,
Farei sim, sem dó.
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