Escritas

ILUSÃO-II

José João Murtinheira Branco

Poemas ILUSÃO (I e II) - Dedicado a Catarina M. Antunes

No meu pensamento, flui a inspiração reencontro a tua alma e com ela viajo nas asas  dos teus sentimentos,  traçando de forma poética, como se fosses tu 

a escrever,  a desilusão vivida, sentida do teu grande amor.


Amei sim….

Amandosem ser amada.

Memóriasde um gesto perdido,

trajadona ilusão e na mágoa,

decantao prenúncio abandonada.

Ecoano silêncio murmurante

lavoo perjúrio de amante,

nosolhos rasos de água.

Prendoa dor ao teu nome

querendoalimentar o sonho,

vivero passado distante,

saciandoem ti esta fome,

quimerade um sonho alucinante

 

Amei sim….

Nestapaixão tresloucada,

tués tudo eu sou nada,

detanto esperar e sofrer,

prendoa ânsia de viver.

Nosilêncio espero por ti,

atadano vazio da espera,

entrenós, gastos cruéis e nefastos,

portantos nomes que assumi,

amantepor amor cativa,

notempo frio, sem primavera,

malditadesta paixão altiva

 

Amei sim….

Rasgoo tempo, rasgo o véu,

calaram-sede memórias,

mosmeus olhos de pedra.

Minhasmãos. procuram no meu ser.

formaalada na prece que pedi,

Seeu pudesse ter asas, as que o amor me deu!

Seeu pudesse voar para aí!

e chegar sem saber.

Perdiaas minhas asas e caía do infinito,

fechava-menum grito, ficava dentro de ti

morreriacontigo, no caminho para o céu.

João Murty

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