CAMINHOS
Nãoacendas fogueiras nem velas, nesta noite sombria
Porqueessa luz, não ilumina quem se sente sozinho
Napenumbra, sentes o cansaço crescer dia após dia
Etudo te parece louco, na paisagem desse caminho
Agorajá nada mais te importa, nem mesmo essas dores
Queperduram no tempo, estrebuchando o sentimento
Fosteum grito altivo de revolta, no tempo dos amores
Queperdeu a força, esvaindo-se no eco do esquecimento
Senteso peso do corpo inútil, que teima em não prosseguir
Maisquebrado e desgastado, nesta noite sombria e calma
Nãote deixes sucumbir, remove a esperança e torna a sair
Nessacaminhada cíclica, que persegue a evolução da tua alma
Ofegante,sentes arder no peito essa luz turva vezes sem conta
Quese mistura parceira com a noite como uma sombra tua
Longosanos de uma dor tão presente e que te afronta
Aliviadamos colóquios que repartiste com a velha lua
Viajantetristonho, curvado, fraco e envelhecido
Descansaaqui as tuas dores por entre o ondular do meu verso
Nestecaminho molhado de verde pinho florido
Semeiaa sombra oscilante ébria e submersa
Eo pouco sol dos olhos teus voa no meu verso
Comotrinares de pássaros brancos que ascendem
Sulcaramtrilhos profundos nesse espirito submerso,
Emfendas de luz, nesses pensamentos se estendem
Seo tempo voar e não parar, deixa-o ir na ampulheta da vontade
Segueo caminho dos poetas, na fonte dos seus conhecimentos
Bebeso bálsamo dos poemas, de letras sensíveis à bondade
Enas odes ao amor, suaviza a tua dor, sara os teus sentimentos.
João Murty
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