O mensageiro da alegria
Eduardo Becher_2
Há dias em que imagino
a terra colidindo com Jupiter.
Prédios, livros, mentes,
corações, mortos, vivos,
oceanos, céus, poesia,
trânsito, trabalho, ciência,
filosofia, camiseta, raios,
eu, você e nossos egos.
Toda a arrogância despedaçando-se
em uma tempestade vermelha
centenas de vezes maior
do que tudo que conhecemos.
Veja se há qualquer subjetividade
em compor o óleo sobre tela
de uma atmosfera intransponível.
Jupiter... extinguiste a mansarda
por onde olhava-se o topo do átomo
e dizia-se: ali está o universo.
E o pior de tudo, nada mudou.
"Sem ti correrá tudo sem ti".
Há outros, ainda maiores.
Há infinitas insignificâncias
em um mar de bactérias confusas.
Óh, Álvaro de Campos. Acuda-me.
Já não posso suportar Jupiter
cada vez mais perto. Espante-o.
a terra colidindo com Jupiter.
Prédios, livros, mentes,
corações, mortos, vivos,
oceanos, céus, poesia,
trânsito, trabalho, ciência,
filosofia, camiseta, raios,
eu, você e nossos egos.
Toda a arrogância despedaçando-se
em uma tempestade vermelha
centenas de vezes maior
do que tudo que conhecemos.
Veja se há qualquer subjetividade
em compor o óleo sobre tela
de uma atmosfera intransponível.
Jupiter... extinguiste a mansarda
por onde olhava-se o topo do átomo
e dizia-se: ali está o universo.
E o pior de tudo, nada mudou.
"Sem ti correrá tudo sem ti".
Há outros, ainda maiores.
Há infinitas insignificâncias
em um mar de bactérias confusas.
Óh, Álvaro de Campos. Acuda-me.
Já não posso suportar Jupiter
cada vez mais perto. Espante-o.
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