Escritas

sem título

Luiz Renato Oliveira Périco
Como os presos que desenham riscos nas paredes das celas
As árvores marcam a passagem dos anos desenhando anéis anuais no seu próprio tronco
Um anel a cada ano
Um anel a cada ano
Um anel a cada ano
Há troncos de árvores tão longevos e robustos
Que se contam seus anéis-anos aos milhares
Árvores mais antigas que as culturas mais milenares
Quantas lembranças não guardam os troncos dessas árvores
Quantas histórias não se lê nos seus anéis
Mas hoje é dia de ver as suas folhas caindo ao chão
Levadas pelo vento