Escritas

AMOR NAUFRAGADO

José João Murtinheira Branco

Nuncaperto, sempre longe, sem domínio e sem cadência

Navegona noite escura, sem estrelas, à luz das velas

Semrumo nem orientação, sou um náufrago da tua demência

Perdidoneste mar de sentimentos, sem portas e sem janelas.

 

Desteamor navegante que se perdeu no mar e naufragou

Pornão encontrar um porto de abrigo, farol ou uma luz acesa

Flutuandohá deriva não resistiu a tanto rombo e se afundou

Nosvis baixios do ciúme contra os rochedos da incerteza.

 

Ondeestavas quando precisei de ti? Perto, longe, distante do meu chamar

Náufragode ti, não escuto os passos, não sinto os teus braços, não te ouço falar

Jánão sinto, nem vejo esse teu gesto sem jeito de te enroscares no meu peito.

 

Nuncaperto, sempre longe e distante, naufrago neste mar de amor imperfeito

Ondeos poemas morrem e as musas cantam os sentimentos que já senti

Guardo em mim um desejo, recordar o primeiro beijo e aúltima vez que te vi

J oão Murty
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