REBELDE
Nãome castres as ilusões, deixa-me sonhar longe das amarras desse amor
Soltodesse ensejo e ardor, que me marca e me amachuca em profundos traços
Deixa-mecantar ao vento, libertando em soluços esta minha dor
Atéque o sol entre na minha alma e se funda no calor de outros braços.
Nãome imponhas obrigações, deixa-me ser livre e amar como eu sei
Deuma forma pura e selvagem, límpida e translúcida como a água
Deum rio, que corre e desagua no amor desse oceano que já naveguei
Demarés vivas, de ondas doces, sem o sal de lágrimas, sem o fel da mágoa.
Deixa-mevoar no meu verso, sonhando nas letras dos poemas em que viajo
Emcada escala em cada passo, vejo-me enterrado no medo das tuas mágoas
Atiraa angústia ao vazio do mar, e se a dor tiver cor, será de negro o seu trajo.
Comoondas rebeldes que se espraiam enroladas no seu movimento
Omeu amor desaguou no teu martírio, solto à deriva, levado nas águas
Dessefingimento, feito de ardores onde se esconde o sentimento .
João Murty
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