ALUCINAÇÃO
Estousó, inconsolável, neste desejo ardente de devoção
Fechado,silenciado num tempo que passa sem ter hora
Numatranse de conflito, entre a verdade e a alucinação
Sintono peito o ardor que ateia um fogo que me devora.
Lentamentevai ardendo, num desejo louco de me consumir
Minhasmãos são chaga viva que se esforçam por se mover
Afugentandoesta alucinação, onde o presente não consegue fugir
Deum passado enlouquecido, que a memória teima em trazer.
Transpiro,gerando personagens distorcidas numa visão paralela
Nestaalucinação de figuras caídas, que deslizam e vão embora
Levadasnas águas dos meus olhos que em cascata caem fora.
Ardentenuma última prece, olho por dentro da frincha da janela
Esperandoque uma estrela arda num ocaso, num sinal resplandecente
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