No fim da ladeira
André Calmon
No fim da ladeira
No fim distante, inda ladeira
Ladeira sem asfalto, margeada
De grandes casas
No fim dessa ladeira
Lá no final onde eu nunca fui,
Eu ficava na casa,
Lá no fim há
Uma praça.
Coisa normal que se haja em
fim de ladeira,
Uma praça, meninos mais
vadios que eu,
A coisa da graça.
Tivesse eu um
Dia provado da praça,
Nunca provei.
Soube que lá no fim havia
uma praça,
E depois árvore, pântano
Talvez mais nada,
Nunca provei, nunca andei,
Quando botava os pés pra fora
de casa,
Só descia inerte a ladeira,
As ordens nas costas, a
obediência primeira
Tivesse eu subido,
Saberia mais que os
murmúrios do muro
Que tanto tanto me falavam,
Tivesse eu provado não sei.
Sei que não provei
E até hoje por isso
No fim da ladeira
Inda há uma praça
Lá no fim da ladeira
No fim distante, inda ladeira
Ladeira sem asfalto, margeada
De grandes casas
No fim dessa ladeira
Lá no final onde eu nunca fui,
Eu ficava na casa,
Lá no fim há
Uma praça.
Coisa normal que se haja em
fim de ladeira,
Uma praça, meninos mais
vadios que eu,
A coisa da graça.
Tivesse eu um
Dia provado da praça,
Nunca provei.
Soube que lá no fim havia
uma praça,
E depois árvore, pântano
Talvez mais nada,
Nunca provei, nunca andei,
Quando botava os pés pra fora
de casa,
Só descia inerte a ladeira,
As ordens nas costas, a
obediência primeira
Tivesse eu subido,
Saberia mais que os
murmúrios do muro
Que tanto tanto me falavam,
Tivesse eu provado não sei.
Sei que não provei
E até hoje por isso
No fim da ladeira
Inda há uma praça
Lá no fim da ladeira
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