SAGA DE LUZ NAUFRAGADA
Emerjo da tua luz naufragada
Ainda que espero no paraíso
Por ti minha mulher amada
Farei tudo o que é preciso.
Ladeado por cavalos brancos alados
Dobro os Ceus de azul celeste
Esvoaço ao lado de meteoros cinzelados
Galgando os sinais que me deste.
Astrolábio de fé, azimutes cintilantes marcamais longe
Buraco negro, sítios ermos para além da crista
Demanda incandescente nesta alma monge
Persistindo num querer que não te avista.
Grito por ti! E encontro apenas sobre o mundo
O percurso que me deste sem ver nada
A tua ausência trágica! E no fundo
Minha vida é a tua luz naufragada
João Murty
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