Sino que chove
Honoré DuCasse
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Dissolvo-me na noite
E na bruma perene
Choram almas e rostos ausentes
Como um sino que chove
A morte é logo ali
Por detrás da lágrima errante
E do grito submerso
Sinto-me estranho
Nesta forma ausente
De querer estar
Onde não há gente
Só o branco da tua boca
Me afaga o rosto
Quando de negro a minha alma
Se veste
Do rio que passa,
Uma flecha de sangue
Trespassa a solidão
E o olhar insone
De um torso que dorme,
Não de sono,
Mas porque ter escrito
A própria morte
E na bruma perene
Choram almas e rostos ausentes
Como um sino que chove
A morte é logo ali
Por detrás da lágrima errante
E do grito submerso
Sinto-me estranho
Nesta forma ausente
De querer estar
Onde não há gente
Só o branco da tua boca
Me afaga o rosto
Quando de negro a minha alma
Se veste
Do rio que passa,
Uma flecha de sangue
Trespassa a solidão
E o olhar insone
De um torso que dorme,
Não de sono,
Mas porque ter escrito
A própria morte
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