Depressão

Respiro em tubos de marmore invisiveis.
Estou doente...
Multilaram-me os braços e as pernas
Arrancaram me minha consciencia
Eternamente doente...
Minha mente agora é carne, não existe mais espirito em mim.
Impiedosamente doente...
Que não exista mais nada, pois sou tudo que me resta.
E tudo que me resta é miseravelmente pouco.
Tão pequeno...
Tão insignificante 
Quanto mais se cresce mais se encolhe, e quanto mais se encolhe mais se torna carne.
Carne apodrecida, um incosciente com necrose.
Salvadores não passam de excentricos
Malucos são os mais sanos
O normal fede
Boas pessoas morrem como as más
Tudo é nada no fim
Durmo, porque sei que a visão não passa de mentiras.
A unica verdade é no escuro.
Os primeiros não extraem da honestidade.
Os segundos não veneram as virtudes
Os terceiros não lutam pela justiça
Os numeros não contam, os que contam não são.
Qual a metrica da realidade?
Nascemos como reguas do nosso potencial?
Medimos nada, porque não somos numeros ou somos?
Nascemos e nascemos, a morte não é real.
Estou gravido da minha doença, dou a luz a propria destruição.
Sou feito de vermes.
Minha cabeça doi.
Palha queima e da luz ao fogo, como o fogo da luz a nada.
Sou cinzas de alguma coisa, meu unico conhecimento é um fogo que ja se foi.
Não existe nada daqui pra frente, somente lama devoradora de carne.
Minha cabeça doi.
101 Visualizações
Partilhar

Comentários (0)

Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.