Banco da Praça

No banco da praça
Sentado e sozinho
Pondero sobre a vida
Mesmo as reflexões mais simples
Se tornam crises a serem resolvidas
Queria poder fazer de mim
O homem em pé do seus problemas
Mas nesse banco da praça
Tenho a lua como testemunha
Que falhei em minha busca
Por isso 
Sento no banco da praça
Como fuga de mim mesmo
Como preso numa ilha 
Bebo das minha lagrimas
Para não ter sede
E devoro da minha carne
Para não passar fome
Mas voltando ao continente
Posso ser só mas um 
Ainda sozinho
Mas preso agora entre o mar de pessoas
Luto contra o tempo
Na tentativa pifia de viver
Mesmo a morte
Assim como a vida
Não faz sentido 
Se eu penso
Sou condenado
Mas nesse banco da praça 
Fumo um cigarro
E vejo carros
Pessoas
Que nunca mais verei
E não posso querer ve-las
Eu sou o nunca
Não existo
Sendo o que acho que sou
Apenas uma parte imcompleta de mim mesmo
Folhas de arvores caindo
Na estação de outono
Fazem o lugar dessa praça
O recomeço do ciclo
Esse banco da praça
Agora faz parte de mim
Tanto como memoria
Como sangue e carne
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