A ROSA VERMELHA




  1. Pulei a cerca, a rosa eu apanhei com mui cuidado
    E bem acomodada a pus no fundo da maleta
    Meu coração pulava fazendo sacudir a camiseta
    Como quem carregava no bojo algo sagrado

    Nem sei como cheguei aquele dia à escola
    Mais rubro estava que a rosa que eu roubara
    Tremia como bambu que o vento assola
    E o meu suar contínuo já tudo denunciava

    Mas não podia recuar - Quem ama ousa,
    Ainda que insana seja a sua atitude

    Há muito já não pensava em outra coisa
    Senão o declarar de meu amor solicitude

    Mas quem seria assim a venerada donzela,
    Que desmoronava assim o meu juízo?
    Digo-vos: deste mundo a mulher mais bela

    Que fazia de qualquer lugar o paraíso

    Encanto assim, eu não ousaria descrevê-lo
    Nenhuma beleza à dela já passou perto
    Mas na luz do arco-íris, ainda a percebo
    Pois o Sol sempre sorri ao vê-la, é certo

    Cheguei cedo, bem antes da hora que o sino soa
    Deixei a encomenda à mesa, e me sentei calado
    Mas na chamada, quando me chamou a professora
    Já não pude responder, estava embasbacado!
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