Quem somos quando ninguém nos vê?

Quem somos
Quando ninguém nos vê,
Quando transpiramos
A solidão que mais ninguém lê?
Essa fatalidade escondida
Por debaixo da nossa pele,
Enquanto habitamos o quotidiano
Com rol de papéis, à medida
De uma decência que as articule
Na escapatória de um lapso insano.

A forma do nosso segredo
Não se molda ao mundo todo,
Então fazemos a escolha correta
Longe de um vulto vigilante?
Como a intenção brota
Do nosso lugar mais significante?
Gostaria de explicar essa essência
Com toda a transparência,
Algo tão simples
E também tão profundo...
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