Escritas

A ave

Moacir Luís Araldi
Sacudiu as asas na poeira.
Depois...

Vi, ao longe,
sacudi-las na poça d'água,
antes de subir e pousar,
como sempre faz,
na laranjeira, aqui em frente.

Outro dia, lá estava,
valsando de asa alçada
para a fêmea.

Agora montam ninho.

As penas brilham
de felicidade.

Ao amanhecer,
entoa um canto vencedor
e a companheira freia o voo,
vindo empoleirar-se ao seu lado

O cheiro da flor de laranjeira
me distrai.

O amor  está em tudo.

curiosamente, 
em tudo.

(Do livro Abstratos poéticos)
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