Escritas

Fugaz

Moacir Luís Araldi
Ausências que habitam
distantes épocas
das minhas memórias,
sem nomes,
sem rostos,
sem corpos.

Endereços nem constam.
falta a glória,
faltam folhas,
sobram histórias,
esquecidas.

Nem meu nome aparece.

Ergo as mãos,
saúdo o finito.

Lembro-me de que tudo era bonito,
quase uma prece.

Ajoelho-me
e sinto que algumas raízes
resistem em heroísmo.

Há uma luz
esperançosa,
mas não há recomeços.

Dou mais alguns passos
para recordar o vivido,

e depois…
o último tropeço.
(Do livro Abstratos poéticos)
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