Escritas

Olhar

Moacir Luís Araldi
Olhei demoradamente 
para a foto da família.

Rostos lindos,
que meu coração vê.

Dedicatória
de algum ano
em que o sol se punha, rindo.

De lá para cá, eu a perdi,
juventude!

Agora, só a tenho retratada.

Mas eu ainda a encontro na memória...

Ficou longe 
a cor da infância!

Silêncio é o que prende
a garganta.

Fecho os olhos.

Saudade!

(Do livro Abstratos poéticos)
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