Escritas

Paraíso

Moacir Luís Araldi
Permita-me voltar ao lugar
onde se escala pelo ar
sem ruídos, sem plateia,
sentindo o perfume das azaleias.

Sacadas enormes, suspensas, 
cheias de vazios brilhantes,
onde o tempo corre diferente
e as horas são meros instantes.

Ali se vive a felicidade.
Tudo branco, tudo igual.
Há troféus abundantes,
que ninguém quer levantar.

Não, não é o céu que se desenha,
nem o paraíso do desejo sonhado.
É um lugar de fantasias naturais,
hoje, atual - sem futuro, sem passado.
(Do livro Abstratos poéticos)
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