Órfão

Eu estava de joelhos perto da
cama onde minha mãe 
a morrer,

parecia renascer ou acabar 
com isso que chamam
de vida. 

Levantei-me e não me sentia
mais um filho a não ser
um órfão.

Lembro-me tão bem, 
desde então o momento é o
único reconhecível. 

Apoiei a mão sobre sua testa.
Fiquei até os minutos 
seguintes. 

Eu ia fazer dezoito anos e ela
parecia de dor sofrer, 
suspiros. 

Era o mês dos nossos
nascimentos: Eu, para a vida
e ela para a 
morte.
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