Como as coisas são

Cresceu um homem em mim. 
Senti até crescer de coração.
Vivo, estava enredado em si. 
Assim era sua aflita condição.

Ele tinha duas crenças: que 
o homem acabara de sofrer 
pelo homem e a verdadeira
felicidade se o tempo permitisse
era suportar incessantemente 
a inutilidade de existir. 

Traçando uma carícia no rosto, 
sem o vício eterno d' fascínio
que deslumbra e esfola, viu a
face inimiga d' apego acinzentado,
de que não havia mais o que perder. 
Ele teve que ser este homem
no espelho se olhando 
e não gosta do que vê.
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