SEM EXISTÊNCIA

Eu, que nunca existi sozinho,
Continuo sendo o nada,
Meu coração pequenininho,
É como terra arrasada.

Sou apenas uma sombra,
Que, no chão, é pisada,
Ninguém nota minha presença,
Minha vida é pesada.

Sofro, sim, por que não?
Ninguém se acostuma com isso,
Por mais que eu me esforce,
Continuo sumido.

A cinza é meu lugar,
Nunca fui a menor brasa,
Não adianta nem chorar,
Que nada muda nessa casa.

O que fiz de mal, meu Deus?
Quantos pecados cometi?
Sei que não sou um santo,
Mas não mereço o que sofri!

Caio e nem consigo levantar,
Pois me derrubam outra vez,
Depois pisam em meu corpo,
Que não tem mais rigidez.

Mas ainda estou vivo,
Um dia tudo muda,
Espero ainda ter força
Para curtir essa mudança...
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